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'Temos dois objetivos a serem cumpridos', frisa Zaluar sobre a Série C


Totalmente dedicado a preparação do Cancão para a estreia na Série C no próximo dia 14 de abril, diante do Confianla, no Adauto Moraes, o técnico Zaluar falou um pouco sobre a equipe, a competição e a inserção dos atletas da base. Zaluar chegou ao Cancão no fim do ano passado e comandou o clube no Baiano deste ano, onde a equipe conquistou a terceira colocação, garantindo vaga na Copa do Brasil 2019 e também na pré-Copa do Nordeste da próxima temporada.  Vale conferir!

 

 

A menos de 10 dias da estreia, o que deve ser priorizado para que a equipe faça um bom jogo?

 

Como já está perto para a estreia, vamos manter a base que vem jogando.  Não teríamos como mudar em tão pouco tempo. É  recuperar o ritmo.  Demos uma parada de cinco dias até para prevenir futuras lesões. Aumentamos a carga essa semana, fizemos um exame completo nos jogadores, todos continuam no peso e esse é um fator positivo. Nesse aspecto a gente está bem. Acima de tudo é trabalhar na recuperação dessa folga e depois dos reforços que vão chegar é tentar encaixá-los na equipe para ver a melhor forma de jogar. O mais importante é que a gente já tem a base e essa base vai ser mantida.

 

 

 Como você vê a busca do clube por reforços para  a Série C? 

 

A Juazeirense tem uma necessidade iminente de reforços. Por que hoje temos um grupo de apenas 21 atletas profissionais. Praticamente o mesmo grupo que a gente teve no Baiano. Mas a Serie C é um campeonato muito mais longo, mais disputado e além disso nós vamos jogar duas competições simultaneamente, já incluindo a pré-Copa do Nordeste. E um plantel com 21 jogadores é muito pouco  para a gente fazer um campeonato do porte da Série C, com viagens desgastantes, jogos intensos. Precisamos de peças de reposição dentro do plantel. Precisamos de um número de 30 a 31 jogadores para suportar bem.  Podem ser que só na nossa chave tenham quatro campeões estaduais e sem dúvidas nenhuma precisamos nos reforçar sim.

 

 

Em tese, quais seriam os adversários mais fortes nessa primeira fase?

 

É uma chave muito difícil. Dos nove, já temos o ABC campeão estadual. Náutico, Botafogo e Remo ainda disputam o título em seus estaduais. Pode ser que a gente comece o campeonato só na nossa chave com quatro campeões estaduais. Vai ser uma briga muito grande. Temos dois objetivos a serem cumpridos. O primeiro deles é segurar a Juazeirense na Série C, já que é a primeira vez que o clube joga um campeonato nacional desse porte. Acredito eu que com 21, 22 pontos o clube garante a permanência. E pra classificar entre os quatro, calculamos 34 pontos. Esses 34 é mais do que ganhar todos os jogos em casa, já que vamos jogar 27 pontos em casa. Nesse cenário ainda teríamos que conseguir mais duas vitórias e um empate fora de casa. Então é um aproveitamento de talvez 60%, mais ou menos o que tivemos no Baiano, mas o nível de competitividade na Série C é muito mais acirrada. Cada ponto vai ser importantíssimo para nós.

 

 

Você já promoveu pelo menos 8 jogadores da base. Como você esse trabalho de aproveitamento da base? 

 

Esse trabalho é um trabalho paralelo que faço. Pelo que soube aqui na Juazeirense nunca houve época em que oito jogadores do juniores fizessem parte do plantel do profissional. No campeonato baiano um já jogou, que foi o Eduardo (contra o Atlântico). E três já ficaram no banco: o goleiro Bruno, o zagueiro Gabriel e o atacante Neném. É um número muito interessante. Esses jogadores descem para o sub-20 e têm conseguido resultados expressivos, marcando gols na maioria das partidas. É um trabalho gradativo, é algo que não temos que ter pressa. Tendo oportunidade eles vão entrando no time e daqui a dois anos, se houver continuidade nesse tipo de trabalho, naturalmente a Juazeirense não vai precisar contratar tantos jogadores. Fico feliz em lançá-los. Principalmente dois jogadores que estão desde o início: Gabriel e Eduardo,  que vejo como o futuro do clube. O goleiro Bruno também oferece todas as condições. Os demais estão evoluindo e ganhando experiência. Quero deixar um legado do nosso trabalho que marque bastante esse caminho para a Juazeirense, pois o segredo de um clube de menor investimento é lançar jogadores.  Futuramente um deles sendo titular é um bom negócio para o clube lançar para o mercado e fazer investimento na estrutura.