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Com uma virada espetacular, Cancão vence em homenagem a Danilinho e se isola na liderança


Um domingo inesquecível no Adauto. A quinta vitória do Cancão no Baiano começou e terminou com muita emoção. Antes da bola rolar, homenagens no campo e nas arquibancadas para Danilinho. Ao fim da virada espetacular da Juazeirense, jogadores emocionados e torcida em êxtase cantando "Time de guerreiros". Nesse cenário, o Carrossel do Sertão bateu o Jequié por 2x1 e se isolou ainda mais na liderança do Baiano com 16 pontos. 

Uma vitória suada que começou com uma bola na trave do zagueiro Emílio, de cabeça, logo aos cinco minutos. Porém, aos nove, quem acertou o alvo pelo alto foi o Jequié. Após escanteio o zagueiro Wesley testou sem chances para Tigre: 1x0. No 10º minuto, mais um minuto de silêncio para Danilinho - feito também antes da partida, em alusão a camisa 10 utilizado pelo meia na única partida que fez com a camisa do Cancão, diante do Vitória, vice-líder do estadual, com 13 pontos. 

Apesar do gol sofrido, o Cancão não se abateu. Buscou o empate ainda antes do intervalo. Waguinho, de fora da área, parou no goleiro Gustavo. Mas os gols do Cancão estavam mesmo reservados para o segundo tempo. E o primeiro deles veio com todo o estádio bem atento ao lance. Falta na boca da área, Rayllan pegou a redonda e ajeitou com o carinho de sempre. Batida com efeito e empate do Cancão aos 24 do segundo tempo. 

A essa altura, Zaluar já havia colocado a equipe para pressionar o difícil Jequié. Tony Galego, um dos utilizados no decorrer do jogo, quase vira pouco depois do empate quando Salatiel o deixou na cara do gol. O lateral-direito Getúlio salvou o adversário no lance. Entretanto, a virada estava realmente reservada para o Cruel. Aos 41 minutos, Deca bateu lateral, Salatiel girou bonito pra cima do zagueiro Correia e fizulou Gustavo para, assim como a equipe no campeonato, se isolar na artilharia do estadual com seis gols: 2x1. 

Fim de papo, quinta vitória em seis jogos e jogadores ajoelhados em campo para uma emocionante oração para Danilinho. "Não tem como não lembrar do atleta Danilinho. A gente se emociona por que poderia ser qualquer um da gente. No começo sentimos um pouco isso o aspecto emocional,  mas tomamos as rédeas do jogo e viramos para homenagear a família de Danilinho, que está com uma imensa dor", destacou Rayllan, que assim como os demais jogadores, atuou com o nome de Danilinho nas costas da camisa. 

A emoção nas entrevistas pós jogo seguiu com o capitão Waguinho. "Peço desculpas, estou muito emocionado. Danilo era uma pessoa muito do bem, educado. Em todos os jogos eu costumava pegá-lo em casa para trazer. Eu ficava muito próximo dele. Na hora do acontecimento estava do meu lado. É muita dor. Quero dizer para todos que aproveitem suas famílias, se aproximem de Deus, pois a gente não é nada. A gente deixa essa vitória pra ele. Que Deus dê força a família dele. A gente vai buscar o título para o nosso irmão", disse, em lágrimas no microfone da Rádio Cidade. 

 
FICHA TÉCNICA
 
Juazeirense: Tigre, Patrick (Toni Galego), Emílio, Eron e Deca; Vaguinho, Júnior Gaúcho, Jussimar (Enercino) e Bruno (Sassá); Salatiel e Rayllan. Técnico: Luiz Antônio Zaluar  Técnico: Zaluar
 
Jequié: Gustavo; Getúlio, Correia, Wesley e Arnold; Luiz Henrique, Diego Teles, Xandy (Filipe Sertania) e Tity (Robert); Fabiano Tanque e Marcelo Pano (Arthur Caculé). Técnico: Carlos Rabello
 
Gols: Wesley, aos nove minutos do 1º/t; Rayllan aos 24, e Salatiel aos 41 do 2º t. 
 
Cartão amarelo: Waguinho e Eron; Arnold, Diego Teles e Fabiano Tanque
 
Público: 810 pagantes (907 total)
 
Renda: R$ 13.535,00
 
Arbitragem: Gleidson Santos Oliveira, auxiliado por Alessandro Matos e Carlos Eduardo Gussen